TRE proíbe Igreja Universal de pedir votos para Marcelo Crivella

TRE  proíbe Igreja Universal de pedir votos para Marcelo Crivella
outubro 18 14:22 2014

Após vídeo divulgado 12/10 pelo O Globo, onde mostra um pastor da Igreja Universal do Reino de Deus pedindo votos aos fiéis durante culto um dia antes da votação do 1º turno das eleições/14, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) proibiu a IURD de pedir votos para o candidato Marcelo Crivella(PRB, além da proibição de realização de cultos religiosos com pedidos de votos para o candidato Marcelo Crivella(PRB), a decisão da juíza Daniela

Assumpção de Souza, coordenadora estadual da fiscalização no Rio de Janeiro também se estende as emissoras de televisão Record e CNT de “veicular propaganda dissimulada nos cultos da Igreja,que fazem parte da sua programação regular”. Segundo determinado, a multa por desobediência é de R$ 500 mil por dia.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (16), o candidato do PRB afirmou que não esteve em nenhuma igreja durante a campanha por achar que não devia fazer política dentro de igrejas. “Eu não faço e não recomendo. Mas o problema não é misturar política com religião. O problema é misturar política com corrupção”, alegou Crivella, fazendo menção às denúncias de corrupção envolvendo o atual governo.

A assessoria de imprensa da Igreja Universal do Reino de Deus informou por meio de nota que foi notificada da decisão e “que dela recorrerá naquilo que extrapole os limites já estabelecidos pela própria Lei Eleitoral e pelas resoluções do Tribunal Superior Eleitoral”. No mesmo documento, assessoria acrescentou que a direção da igreja “orienta todos os seus bispos e pastores a zelarem pelo rigoroso cumprimento da legislação.”

A proibição foi motivada por um “pedido urgente de providências”, formulado pela coligação “O Rio em 1º Lugar”, do candidato Luiz Fernando Pezão. Como prova da irregularidade, foram juntadas cópias de vídeos que seriam dos cultos transmitidos nas emissoras de televisão, em que pastores da IURD pedem votos.

Na decisão, a juíza explica que os atos religiosos eram realizados “em grandes templos e com enorme concentração de público, constatando-se que todos os fiéis responderam em coro o nome do candidato”.
A IURD, as duas emissoras e o candidato podem responder por abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação e propaganda irregular em bem de uso comum, no caso, os templos religiosos.

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