Invasão de ativistas gays ao gabinete de Eli Borges gera debate na Câmara, e vereadores entram em defesa do Deputado

Invasão de ativistas gays ao gabinete de Eli Borges gera debate na Câmara, e vereadores  entram em defesa do Deputado
abril 08 19:15 2015

“Lamentável o que aconteceu no gabinete do Pastor Eli Borges. É preciso lembrar-se do respeito às pessoas. Nos baseamos na palavra de Deus, maior constituição que existe na face da terra. Defendemos a família, os princípios cristãos.”, foi o que disse o vereador pastor João Campos (PSC), durante sessão na Câmara. João Campos ainda citou o Código Civil Brasileiro, que segundo ele, reconhece apenas a união entre homem e mulher para constituição de uma família.

O discurso em defesa do pastor Eli Borges aconteceu durante sessão extra, na tarde de terça-feira (31), mesmo dia em que um grupo de ativistas gays invadiu o gabinete do deputado Eli Borges (Pros), e realizou um “beijaço gay”. O ato foi em retaliação a aprovação do requerimento do deputado Eli Borges que repudiou um beijo gay divulgado em novela da Rede Globo. 12 deputados votaram pela aprovação do requerimento.

Depois que João Campos comentou o assunto, outros vereadores entraram no debate. Joel Borges disse que o que aconteceu na Assembleia foi lamentável. “Deixo uma pergunta: Cadê a tolerância que tanto é pregada por todos os movimentos? Ninguém pode fazer uma crítica que o mundo cai. Não vamos fugir a esse debate. A grande preocupação que nos move não é sobre a discussão; é por que tentam empurrar isso nas escolas, uma regra que não cremos. Essa é a grande preocupação.”

O vereador Folha também disse que o que aconteceu foi lamentável. “A democracia no Brasil é tamanha que chega a acontecer esse fato”.

Marilom Barbosa também se manifestou. “Quero dizer que é realmente lamentável. Deus criou macho e fêmea, não sou contra eles (gays), sou contra o ato. Se fosse no meu gabinete não entrariam. Está fora dos princípios da palavra de Deus. Eu sou contra. Quero saber da palavra de Deus que é autêntica e verdadeira. Sou evangélico. Homem com homem, mulher com mulher não dá certo. Nós estamos aqui por que um dia uma família se formou”.

O presidente da casa, Rogério Freitas, disse que o que aconteceu foi uma afronta. “Me limito a dizer que sou heterossexual, mas nem por isso ando me esfregando com minha mulher na rua, em local público. Isso não é se posicionar. A bíblia também assegura o direito do livre arbítrio, mas afrontar um parlamentar por se mostrar contra a prática homossexual. Onde está a tolerância? Eu sou obrigado a respeitar, mas ser conivente não.”

Iran Gomes defendeu que não viu repressão na fala de Eli Borges e que também não é contra o beijo da novela. “Você não poder manisfestar uma opinião? O que teve de ofensivo? Não vi nada demais a opinião dele. Uma discussão vazia, falta do que fazer do pessoal. Democracia tá aí; é o que rege a relação entre as pessoas dentro do regime democrático”.

Já Etinho Nordeste disse que também é solidário ao deputado Eli Borges “Eu vi a situação como afronta, não concordo. Cada um tem sua liberdade, de fazer aquilo que acha é correto.”

Por Katiuscia Gonzaga

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