Temer defende ‘medidas amargas’ para país recuperar economia

Temer defende ‘medidas amargas’ para país recuperar economia
novembro 17 15:01 2016

O presidente da República, Michel Temer, afirmou nesta quarta-feira (16), durante jantar oferecido a senadores, no Palácio da Alvorada, que o Brasil enfrenta uma recessão “profunda e extremamente preocupante” e, para reverter esse cenário na economia, são necessárias “medidas amargas”.

O jantar no Alvorada foi organizado por Temer para pedir o apoio dos senadores à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos. Embora a imprensa não tenha tido acesso ao encontro, a assessoria do presidente divulgou o áudio do discurso.

“[O Brasil vive] uma recessão profunda, uma recessão extremamente preocupante Então, o primeiro passo é tirar o país da recessão para, depois, começar o crescimento. E daí, sim, do crescimento, nascer o emprego. Então, não vamos ter ilusão de que você combate a recessão com medidas simplesmente doces, você precisa de medidas amargas. E essas medidas visam ao futuro e não ao presente”, afirmou o presidente.

Enquanto o jantar ocorria, um grupo de 80 manifestantes, segundo a Polícia Militar, protestava contra a PEC nos arredores do palácio. As vias que dão acesso ao Alvorada, por exemplo, foram bloqueadas e, somente após negociações entre o grupo e a PM, jornalistas e senadores tiveram a passagem liberada.

Enviada pelo governo ao Congresso Nacional ainda no primeiro semestre, a PEC já foi aprovada na Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Cabe agora ao plenário da Casa votar a medida em dois turnos (o primeiro está previsto para 29 de novembro e o segundo, para 13 de dezembro).

Por se tratar de uma emenda à Constituição, para ir a sanção presidencial, a PEC precisa contar com o apoio de, pelo menos, três quintos dos senadores (49 dos 81) nas duas votações.

Embora a lista de convidados não tenha sido divulgada oficialmente, a Presidência havia estimado que cerca de 60 senadores participariam do encontro.A PEC

A proposta de emenda constitucional que limita os gastos públicos é defendida pelo governo como um dos principais mecanismos para garantir o reequilíbrio das contas.

A PEC estabelece que os gastos da União (Executivo, Legislativo e Judiciário) só poderão crescer conforme a inflação do ano anterior, pelas próximas duas décadas.

Se um poder não respeitar esse teto, a PEC prevê sanções, como a proibição de concursos públicos e aumentos a servidores.
Inicialmente, os investimentos em saúde e educação também estavam incluídos no limite de gastos, mas, diante da repercussão negativa da proposta e da pressão de parlamentares da base aliada, o governo concordou em fazer com que o teto para essas duas áreas só passe a valer a partir de 2018.

Fonte: conews

  Categories:
view more articles

About Article Author

diariogospel
diariogospel

View More Articles
write a comment

0 Comments

No Comments Yet!

You can be the one to start a conversation.

Add a Comment

Your data will be safe! Your e-mail address will not be published. Also other data will not be shared with third person.
All fields are required.