{"id":13651,"date":"2022-11-28T11:08:02","date_gmt":"2022-11-28T14:08:02","guid":{"rendered":"http:\/\/dgospel.com.br\/portal\/?p=13651"},"modified":"2022-11-28T11:13:45","modified_gmt":"2022-11-28T14:13:45","slug":"equipe-de-transicao-de-lula-tem-ao-menos-67-pessoas-investigadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dgospel.com.br\/portal\/index.php\/2022\/11\/28\/equipe-de-transicao-de-lula-tem-ao-menos-67-pessoas-investigadas\/","title":{"rendered":"Equipe de transi\u00e7\u00e3o de Lula tem ao menos 67 pessoas investigadas"},"content":{"rendered":"\n<p>A equipe de transi\u00e7\u00e3o do presidente da Rep\u00fablica eleito, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT), conta com pelo menos 67 pessoas que s\u00e3o ou j\u00e1 foram investigadas pelas pol\u00edcias, pelos \u00f3rg\u00e3os de controle ou pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico. Parte delas esteve envolvida em esc\u00e2ndalos apurados pela Lava Jato, caso de Paulo Bernardo, ex-ministro do Planejamento e das Comunica\u00e7\u00f5es, que chegou a ser preso em 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>A lista de pol\u00edticos que s\u00e3o alvo da Justi\u00e7a tem Aloizio Mercadante, ex-ministro da Educa\u00e7\u00e3o, da Casa Civil e da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 respondeu a inqu\u00e9rito por tr\u00e1fico de influ\u00eancia e obstru\u00e7\u00e3o de Justi\u00e7a. Outra figura \u00e9 a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, que responde a inqu\u00e9rito por corrup\u00e7\u00e3o em contrato do antigo Minist\u00e9rio do Planejamento. Advogado de Lula, Cristiano Zanin foi investigado na Lava Jato do Rio de Janeiro, em 2020, por suposta participa\u00e7\u00e3o em desvios no Sistema S.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipe de transi\u00e7\u00e3o do presidente da Rep\u00fablica eleito, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT), conta com pelo menos 67 pessoas que s\u00e3o ou j\u00e1 foram investigadas pelas pol\u00edcias, pelos \u00f3rg\u00e3os de controle ou pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico. Parte delas esteve envolvida em esc\u00e2ndalos apurados pela Lava Jato, caso de Paulo Bernardo, ex-ministro do Planejamento e das Comunica\u00e7\u00f5es, que chegou a ser preso em 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>A lista de pol\u00edticos que s\u00e3o alvo da Justi\u00e7a tem Aloizio Mercadante, ex-ministro da Educa\u00e7\u00e3o, da Casa Civil e da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 respondeu a inqu\u00e9rito por tr\u00e1fico de influ\u00eancia e obstru\u00e7\u00e3o de Justi\u00e7a. Outra figura \u00e9 a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, que responde a inqu\u00e9rito por corrup\u00e7\u00e3o em contrato do antigo Minist\u00e9rio do Planejamento. Advogado de Lula, Cristiano Zanin foi investigado na Lava Jato do Rio de Janeiro, em 2020, por suposta participa\u00e7\u00e3o em desvios no Sistema S.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Carlos F\u00e1varo, senador: foi investigado por omiss\u00e3o e improbidade administrativa num caso de poss\u00edvel crime ambiental em fazenda do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Tamb\u00e9m \u00e9 investigado por caixa dois. O senador n\u00e3o se manifestou.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 K\u00e1tia Abreu, senadora: foi investigada em um desdobramento da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato por suposto recebimento de R$ 500 mil da Odebrecht por meio de caixa dois. O inqu\u00e9rito foi arquivado pelo STF. Em sua defesa, ela disse que, ao longo da sua vida p\u00fablica, nunca participou de corrup\u00e7\u00e3o e nunca aceitou participar de nenhum movimento de grupos fora da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Neri Geller, deputado federal: condenado por abuso de poder econ\u00f4mico nas elei\u00e7\u00f5es de 2018. A defesa dele disse que o deputado foi cassado injustamente, e prova irrefut\u00e1vel disso foi a decis\u00e3o em cima de um pedido que nem sequer fazia parte dos autos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cidades<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Maria Fernanda Ramos Coelho, ex-presidente da Caixa e membro do Cons\u00f3rcio Nordeste: indiciada pela Pol\u00edcia Federal em opera\u00e7\u00e3o no Banco Pan quando era da Caixa. A defesa dela disse que os tr\u00e2mites para a aquisi\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es do banco foram realizados dentro dos procedimentos t\u00e9cnicos, legais e de acordo com as boas pr\u00e1ticas de mercado vigentes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Geraldo Magela, ex-deputado federal, distrital e ex-secret\u00e1rio de Habita\u00e7\u00e3o do DF: investigado por um suposto esquema de fraude para constru\u00e7\u00e3o de moradias e cobran\u00e7a de propina. A defesa dele disse que Magela adotou diversas provid\u00eancias para garantir a lisura, a legalidade e a transpar\u00eancia do projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Guilherme Boulos, deputado federal eleito por S\u00e3o Paulo: acusado de dano ao patrim\u00f4nio p\u00fablico. A defesa dele disse que a acusa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 verdadeira e confunde o papel de uma lideran\u00e7a que historicamente defende a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas por moradia popular com a figura de um criminoso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 M\u00e1rcio Fran\u00e7a, ex-governador de S\u00e3o Paulo: investigado em inqu\u00e9rito de desvios na sa\u00fade. Foi alvo de opera\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Civil em janeiro deste ano. Em sua defesa, ele disse que a opera\u00e7\u00e3o era pol\u00edtica e n\u00e3o policial e afirmou n\u00e3o ter nenhuma rela\u00e7\u00e3o comercial ou advocat\u00edcia com as pessoas jur\u00eddicas e f\u00edsicas envolvidas na investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Rodrigo Neves, ex-prefeito de Niter\u00f3i (RJ): r\u00e9u por fraudes em contratos na Prefeitura de Niter\u00f3i. A defesa dele disse que n\u00e3o existem ind\u00edcios nem provas para a den\u00fancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Celso Pansera, ex-deputado federal e ex-ministro: em 2015, foi alvo da Opera\u00e7\u00e3o Catilin\u00e1rias, deflagrada a partir de provas obtidas na Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato. \u00c0 \u00e9poca, a Secretaria de Imprensa da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica disse que o governo federal esperava que os fatos que envolviam Pansera fossem esclarecidos o mais breve poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Comunica\u00e7\u00e3o Social<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Andr\u00e9 Janones, deputado federal: acusado por um ex-assessor de fazer rachadinha. Em sua defesa, ele negou e disse jamais aceitar que den\u00fancias levianas de cunho pol\u00edtico regional manchem a imagem constru\u00edda por ele com retid\u00e3o ao longo de anos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Manuela d&#8217;\u00c1vila, ex-deputada federal e estadual: em 2017, foi acusada de receber caixa dois via doa\u00e7\u00f5es de campanha. Em sua defesa, ela disse que tem a tranquilidade de quem h\u00e1 13 anos constr\u00f3i sua vida p\u00fablica com transpar\u00eancia e \u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Comunica\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Paulo Bernardo, ex-ministro: foi preso em 2016 em um desdobramento da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato. Continua investigado em alguns processos. A defesa dele disse que a pris\u00e3o foi ilegal por n\u00e3o preencher requisitos autorizadores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Jorge Bittar, ex-deputado federal: acusado de receber propina da Odebrecht na Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato. Ele n\u00e3o se manifestou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desenvolvimento Agr\u00e1rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Jo\u00e3o Grand\u00e3o, ex-deputado federal e estadual: foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF1) a 11 anos e 10 meses de pris\u00e3o, em 2015, inicialmente em regime fechado. Ele foi um dos acusados da Opera\u00e7\u00e3o Sanguessuga, que investigou corrup\u00e7\u00e3o na compra de ambul\u00e2ncias. Em sua defesa, ele disse que n\u00e3o houve consenso no parecer do colegiado do TRF1.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Miguel Rosseto, ex-ministro: quando era presidente da Petrobras Biocombust\u00edvel, foi acusado de superfaturamento na compra de usinas de biodiesel na regi\u00e3o Sul. Ele disse que a compra das usinas obedeceu a crit\u00e9rios t\u00e9cnicos, corporativos e estrat\u00e9gicos para nacionalizar a produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis e refor\u00e7ar o polo produtivo desse setor no Sul do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desenvolvimento Regional<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Helder Barbalho, governador do Par\u00e1 e ex-ministro: acusado de corrup\u00e7\u00e3o na compra de respiradores no auge da pandemia da Covid-19. A defesa dele disse que o governador agiu a tempo de evitar danos ao Er\u00e1rio, j\u00e1 que os recursos foram devolvidos aos cofres do estado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Randolfe Rodrigues, senador: acusado de ter recebido mesadas do ent\u00e3o governador do Amap\u00e1, Jo\u00e3o Capiberibe, entre os anos de 1999 e 2002. O senador disse que a Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (PGR) constatou n\u00e3o haver provas contra ele.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desenvolvimento Social<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Simone Tebet, senadora: foi investigada por crime de responsabilidade em dois inqu\u00e9ritos referentes a supostas fraudes em licita\u00e7\u00f5es no munic\u00edpio de Tr\u00eas Lagoas (MS), onde ela foi prefeita. Os inqu\u00e9ritos prescreveram. Ela disse que o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) entendeu n\u00e3o ter havido nenhum favorecimento a ela.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Direitos Humanos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Maria do Ros\u00e1rio, deputada federal: citada nas dela\u00e7\u00f5es da Lava Jato por, supostamente, ter recebido propina da Odebrecht. Ela negou qualquer recebimento e disponibilizou os sigilos fiscal, banc\u00e1rio e telef\u00f4nico ao STF.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Em\u00eddio de Souza, deputado estadual: teve bens bloqueados e \u00e9 acusado de fraude em contratos. Teria contratado servi\u00e7os sem licita\u00e7\u00e3o de forma irregular. Ele n\u00e3o se manifestou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Educa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Henrique Paim, ex-ministro: den\u00fancia feita pelo MPF contra o ex-ministro quando ele era presidente do FNDE, com base em levantamento do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU), o tornou r\u00e9u em uma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica por suspeita de irregularidades em um conv\u00eanio de R$ 491 mil com a ONG Central Nacional Democr\u00e1tica. Ao TCU, ele disse que foi induzido a erro quando assinou o processo de celebra\u00e7\u00e3o do conv\u00eanio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Esporte<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Edinho Silva, prefeito de Araraquara: investigado por compra irregular de respiradores. A defesa dele disse que o munic\u00edpio recebeu uma doa\u00e7\u00e3o dos equipamentos ap\u00f3s tentativas frustradas de aquisi\u00e7\u00e3o, mas destacou que o prefeito cancelou o processo ap\u00f3s ter not\u00edcia de irregularidades que envolviam a empresa doadora e a empresa fabricante, de maneira que a doa\u00e7\u00e3o nunca se concretizou.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e1dia Campe\u00e3o, ex-vice-prefeita de S\u00e3o Paulo: foi investigada em opera\u00e7\u00e3o de crime eleitoral e lavagem de dinheiro na campanha de 2012. Ela n\u00e3o se manifestou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Igualdade Racial<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Preta Ferreira, membro do Movimento sem Teto do Centro: foi presa acusada de extors\u00e3o e associa\u00e7\u00e3o criminosa por supostamente coagir moradores a pagar taxas nas ocupa\u00e7\u00f5es. Ela conseguiu um habeas corpus posteriormente. Preta afirmou que lutaria para provar a pr\u00f3pria inoc\u00eancia e que sua pris\u00e3o foi pol\u00edtica e uma tentativa de criminalizar o movimento que luta por direitos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Germano Rigotto, ex-governador do Rio Grande do Sul: investigado na Lava Jato, em 2017, suspeito de receber recursos de empreiteira. Teria se mostrado &#8220;bastante receptivo&#8221; a conversar sobre investimentos para a duplica\u00e7\u00e3o do Polo Petroqu\u00edmico de Triunfo. Em setembro de 2017, o MPF disse n\u00e3o haver ind\u00edcio de corrup\u00e7\u00e3o. \u00c0 \u00e9poca, o pol\u00edtico se disse satisfeito com o desfecho, mas reclamou por ter o nome colocado ao lado de pessoas que realmente praticaram atos de corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Luciano Coutinho: indiciado em 2017 pela PF na Opera\u00e7\u00e3o Acr\u00f4nimo. Teria atuado com Fernando Pimentel para inviabilizar financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) que possibilitaria a fus\u00e3o entre Grupo P\u00e3o de A\u00e7\u00facar e Carrefour. Ele afirmou que n\u00e3o recebeu nenhum tipo de vantagem em decorr\u00eancia da fus\u00e3o dos grupos, garantiu n\u00e3o saber de outra pessoa que tenha sido beneficiada e ressaltou que agiu dentro da legalidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Subgrupo \u2014 Micro e Pequenas Empresas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Andr\u00e9 Ceciliano, presidente da Assembleia Legislativa do RJ: Investiga\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) de 2020 diz que Ceciliano repassava ao estado as sobras de caixa da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) com o pretexto de financiar secretarias municipais de sa\u00fade. O dinheiro seria propina para membros do Legislativo. Ceciliano disse que o delator das den\u00fancias estaria mentindo e que apresentava vers\u00f5es contradit\u00f3rias da mesma hist\u00f3ria a cada depoimento que prestava.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Paulo Okamotto, ex-presidente do Sebrae: Em 2005, foi denunciado pelas CPIs dos Bingos e do Mensal\u00e3o por ter supostamente pago uma d\u00edvida de quase R$ 30 mil de Lula e n\u00e3o declarar a origem desses recursos. Em depoimento \u00e0 CPI dos Bingos, ele assumiu que fez um pagamento em dinheiro \u00e0 tesouraria do PT para cobrir uma s\u00e9rie de despesas do petista. Ele garantiu que o dinheiro era legal e foi repassado na forma de um adiantamento, j\u00e1 que Lula era um funcion\u00e1rio da legenda e que viajava em nome da agremia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Infraestrutura<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Alexandre Silveira, senador: Investigado, em 2017, com autoriza\u00e7\u00e3o do STF, por ter sido citado em lista de contribui\u00e7\u00f5es ilegais feitas pela Odebrecht entre 2008 e 2014. Teria recebido R$ 50 mil para propor emendas e defender projetos de interesse da construtora. Silveira afirmou, \u00e0 \u00e9poca, que as acusa\u00e7\u00f5es partiam de pessoas investigadas interessadas, apenas, em se livrar das pr\u00f3prias d\u00edvidas com a Justi\u00e7a e que tentavam, de forma injusta, amea\u00e7ar a sua reputa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Miriam Belchior, ex-ministra e ex-presidente da Caixa: Foi investigada pela Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM). Segundo den\u00fancia, ela e ex-conselheiros teriam induzido os investidores da Petrobras a erro ao aprovar a pol\u00edtica de pre\u00e7os e o plano de neg\u00f3cios da petroleira para o per\u00edodo de 2014 a 2018. Miriam Belchior evitou se posicionar durante as investiga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Paulo Pimenta, deputado federal: Foi investigado pela Justi\u00e7a Federal por suspeitas de estelionato e lavagem de dinheiro em 2019 por suposto esquema que lesou arrozeiros em S\u00e3o Borja (RS). Ele afirmou que as investiga\u00e7\u00f5es tinham mais de 10 anos \u00e0 \u00e9poca, e que n\u00e3o havia nada no caso que o ligasse aos produtores e ao preju\u00edzo que eles tiveram. O processo foi suspenso em 2020.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Cristiano Zanin, advogado: Foi investigado na Lava Jato do Rio de Janeiro, em 2020, por suposta participa\u00e7\u00e3o em desvios no Sistema S. Segundo dela\u00e7\u00e3o, advogados recebiam da Fecom\u00e9rcio por servi\u00e7os n\u00e3o prestados. O processo foi suspenso pelo STF. Zanin disse que a extin\u00e7\u00e3o do processo colocou fim \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o que ju\u00edzes da Lava Jato estaravam praticando.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Fl\u00e1vio Dino, ex-governador do Maranh\u00e3o e senador eleito: Foi alvo de inqu\u00e9rito da PGR por suspeitas de ilegalidades em um contrato de fornecimento de combust\u00edvel para o helic\u00f3ptero da Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica do Maranh\u00e3o. Em 2020, a investiga\u00e7\u00e3o foi arquivada pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ). \u00c0 \u00e9poca, reclamou do uso indevido de procedimentos judiciais e policiais para fins pol\u00edticos por parte da Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (PGR).<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Omar Aziz, senador e ex-governador do Amazonas: Investigado por desvios de recursos para a \u00e1rea da sa\u00fade quando foi governador do Amazonas, em 2016. Suspeito de desvio de cerca de R$ 260 milh\u00f5es de verbas p\u00fablicas da sa\u00fade por meio de contratos milion\u00e1rios firmados com o governo do estado do Amazonas. Ao ser indiciado, o ent\u00e3o governador disse que a Pol\u00edcia Federal agia de forma equivocada e que as acusa\u00e7\u00f5es n\u00e3o se sustentariam.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Meio Ambiente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Carlos Minc, ex-ministro: Foi investigado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio de Janeiro (MPRJ) por suspeita de rachadinha, chegando a ter o sigilo banc\u00e1rio quebrado. Ele foi absolvido em 2021. O ex-ministro destacou que o MPRJ n\u00e3o encontrou nada ilegal e disse n\u00e3o se queixar do \u00f3rg\u00e3o, pois o resultado dos trabalhos confirmam sua confian\u00e7a nos promotores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Izabella Teixeira, ex-ministra: Foi investigada, em 2012, por suposta &#8220;press\u00e3o&#8221; para liberar o licenciamento ambiental de obra no complexo portu\u00e1rio da Ilha de Bagres, no estado de S\u00e3o Paulo. O processo foi suspenso. A ent\u00e3o ministra disse, em sua defesa, que o processo de licenciamento seguiu os ritos legais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Jorge Viana, ex-governador do Acre e ex-senador: Foi investigado, em 2010, suspeito de intermediar uma doa\u00e7\u00e3o da Odebrecht no valor de R$ 2 milh\u00f5es para a campanha do irm\u00e3o Ti\u00e3o Viana ao governo do Acre em 2010. O processo foi arquivado. Em resposta \u00e0 imprensa sobre as acusa\u00e7\u00f5es, Jorge Viana disse que nem ele e nem o irm\u00e3o foram denunciados por corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Minas e Energia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Anderson Adauto, ex-ministro: Condenado a tr\u00eas anos de pris\u00e3o em regime aberto por irregularidades em concurso realizado em Uberaba (MG), respondeu tamb\u00e9m por improbidade administrativa e por fraudar licita\u00e7\u00e3o. No caso da condena\u00e7\u00e3o por fraude em concurso, que aconteceu em 2013, Adauto disse \u00e0 \u00e9poca que recorreria da decis\u00e3o e que as den\u00fancias n\u00e3o se confirmavam.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Giles Azevedo, ex-secret\u00e1rio executivo do Gabinete Pessoal da presidente Dilma Rousseff: Investigado no principal inqu\u00e9rito da Lava Jato. Suspeito de envolvimento com fraudes na Petrobras e poss\u00edvel forma\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00e3o criminosa, em 2016. Suspeito de ter sido procurado pelo empres\u00e1rio Marcelo Odebrecht para socorrer empreiteiros da OAS e da UTC presos pela Pol\u00edcia Federal na opera\u00e7\u00e3o Lava Jato. Giles Azevedo negou que tenha conversado com o empres\u00e1rio sobre o caso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pesca<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Altemir Gregolin, ex-ministro: Condenado pelo TCU por compra irregular de lanchas-patrulha em processo de 2012. As lanchas custaram R$ 31 milh\u00f5es e, segundo os auditores, houve superfaturamento e falhas no processo licitat\u00f3rio. J\u00e1 ex-ministro, Gregolin defendeu a compra das lanchas e destacou a import\u00e2ncia da fiscaliza\u00e7\u00e3o da pesca ilegal. Ele tamb\u00e9m afirmou que n\u00e3o autorizou e nem teve envolvimento no pedido de doa\u00e7\u00e3o de campanha na negocia\u00e7\u00e3o dos ve\u00edculos aqu\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Planejamento, Or\u00e7amento e Gest\u00e3o<\/strong><br><br>\u2022 Enio Verri, deputado federal: Em 2014, quando era deputado estadual, foi condenado por ato de improbidade administrativa. \u00c0 \u00e9poca, o advogado de Verri e outros envolvidos disse que a administra\u00e7\u00e3o n\u00e3o notificou os r\u00e9us sobre o ac\u00famulo de fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Povos Origin\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Marcio Augusto Freitas de Meira, ex-presidente da Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai): Foi acusado em 2011 pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal no DF, quando era secret\u00e1rio de Articula\u00e7\u00e3o Institucional do Minist\u00e9rio da Cultura, em a\u00e7\u00e3o que investigava desvio de recursos e superfaturamento em contrato firmado pelas entidades para realiza\u00e7\u00e3o do evento Ano do Brasil na Fran\u00e7a. Ele n\u00e3o se manifestou.<br><br>\u2022 S\u00f4nia Guajajara, deputada federal eleita: Teve inqu\u00e9rito instaurado pela Pol\u00edcia Federal em 2021 sob a acusa\u00e7\u00e3o de difamar o governo de Jair Bolsonaro. No mesmo ano, a Justi\u00e7a fechou o inqu\u00e9rito. As cr\u00edticas aconteceram nas filmagens para um document\u00e1rio. Guajajara disse \u00e0 \u00e9poca que denunciou a neglig\u00eancia do governo federal em rela\u00e7\u00e3o aos ind\u00edgenas durante a pandemia de Covid-19, e que o document\u00e1rio articulava apoios para proteger as etnias do v\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Previd\u00eancia Social<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Jos\u00e9 Pimentel, ex-senador e ex-ministro: Em 2012, foi condenado a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais de R$ 30 mil para o senador Tasso Jereissati. Jos\u00e9 Pimentel divulgou, em 2001, um relat\u00f3rio no qual acusava Jereissati, \u00e0 \u00e9poca governador do Cear\u00e1, de ter cometido crime de sonega\u00e7\u00e3o fiscal. Ele afirmou \u00e0 Justi\u00e7a que agiu dentro da \u00e9tica e da moralidade p\u00fablica e que apenas elaborou o relat\u00f3rio para uma Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito (CPI) criada para apurar supostas irregularidades na libera\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o de recursos do Fundo de Investimento do Nordeste.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rela\u00e7\u00f5es Exteriores<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Aloysio Nunes Ferreira, ex-senador e ex-ministro: Investigado pela opera\u00e7\u00e3o Lava Jato em 2019, o ex-senador chefiou a InvestSP, ag\u00eancia de promo\u00e7\u00e3o de investimentos do estado de S\u00e3o Paulo. Ele era suspeito de receber um cart\u00e3o de cr\u00e9dito corporativo vinculado a uma conta na Su\u00ed\u00e7a em nome do ex-diretor da Dersa, uma empresa de infraestrutura rodovi\u00e1ria. Aloysio negou ter recebido o cart\u00e3o corporativo. Em fevereiro de 2019, por conta das investiga\u00e7\u00f5es, pediu demiss\u00e3o da ag\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Cristovam Buarque, ex-governador do Distrito Federal e ex-ministro: Foi condenado por improbidade administrativa pelo Tribunal de Justi\u00e7a do Distrito Federal e dos Territ\u00f3rios (TJDFT) por uso de recursos p\u00fablicos, em 1995, na edi\u00e7\u00e3o de um trabalho publicit\u00e1rio. O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) derrubou a condena\u00e7\u00e3o por considerar que n\u00e3o houve dolo na atitude do ent\u00e3o governador.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Rom\u00eanio Pereira, secret\u00e1rio de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais do PT: Em 2008, foi investigado pela Pol\u00edcia Federal. Ele foi flagrado em conversas e encontros suspeitos com lobista preso na Opera\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o de Barro, deflagrada pela Pol\u00edcia Federal. Os di\u00e1logos sugeriam que o petista proporcionaria ao lobista &#8220;os contatos necess\u00e1rios para viabilizar as fraudes investigadas&#8221;. Foram apuradas obras em 119 cidades, or\u00e7adas em R$ 700 milh\u00f5es. N\u00e3o h\u00e1 registro de inqu\u00e9rito ou de condena\u00e7\u00e3o. \u00c0 \u00e9poca, o defensor do dirigente petista disse que n\u00e3o havia provas contra o cliente. Posteriormente, Rom\u00eanio admitiu que teria se encontrado algumas vezes com o lobista, que ele se apresentou como pequeno empres\u00e1rio e pediu que ele o apresentasse prefeitos, mas ressaltou que n\u00e3o ocorreu nada de il\u00edcito.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sa\u00fade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Alexandre Padilha, deputado federal e ex-ministro: Foi acusado por um delator da opera\u00e7\u00e3o Lava Jato de negociar para ficar com uma parte do laborat\u00f3rio Labogen, empresa que era usada pelo doleiro Alberto Youssef para fraudar contratos milion\u00e1rios do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. A defesa dele disse que uma apura\u00e7\u00e3o conclu\u00edda pela Controladoria-Geral da Uni\u00e3o (CGU) e uma investiga\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Federal n\u00e3o encontraram nenhum v\u00ednculo de Padilha com irregularidades.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Arthur Chioro, ex-ministro: Foi alvo de uma investiga\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico de S\u00e3o Paulo por suspeita de improbidade administrativa. A suspeita \u00e9 que quando era secret\u00e1rio de Sa\u00fade de S\u00e3o Bernardo do Campo (SP) foi, ao mesmo tempo, s\u00f3cio de uma empresa de consultoria no setor. Ele decidiu se afastar da empresa e passar o controle societ\u00e1rio para a mulher. Chioro disse que era a medida mais adequada a ser tomada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Humberto Costa, senador e ex-ministro: A Segunda Turma do STF arquivou em 2021 inqu\u00e9rito contra o senador. A investiga\u00e7\u00e3o foi aberta no \u00e2mbito da opera\u00e7\u00e3o Lava Jato e apurou o suposto recebimento de R$ 1 milh\u00e3o pelo parlamentar. Ele disse que o inqu\u00e9rito foi usado para prejudic\u00e1-lo todas as maneiras e provocar danos eleitorais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Jos\u00e9 Gomes Tempor\u00e3o, ex-ministro: Foi condenado em 2010 pelo Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU) a pagar multa de R$ 10 mil por irregularidades em obras do Instituto Nacional do C\u00e2ncer (Inca), do qual foi diretor-geral entre 2003 e 2005. Tempor\u00e3o \u00e9 responsabilizado por uma s\u00e9rie de manobras, como retirar servi\u00e7os do contrato para incluir outros, sem previs\u00e3o, e manipular o pre\u00e7o de itens, pr\u00e1tica conhecida como &#8220;jogo de planilha&#8221;. \u00c0 \u00e9poca, Tempor\u00e3o n\u00e3o se manifestou publicamente sobre o caso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Trabalho<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Miguel Torres, presidente da For\u00e7a Sindical: Em 2012, foi detido durante uma assembleia de trabalhadores por obstruir via p\u00fablica. Ele disse que estava somente defendendo o direito de o trabalhador receber um sal\u00e1rio melhor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Ricardo Patah, presidente da Uni\u00e3o Geral dos Trabalhadores (UGT): A Pol\u00edcia Federal aponta ind\u00edcios, por meio das investiga\u00e7\u00f5es no \u00e2mbito da Opera\u00e7\u00e3o Registro Esp\u00fario, de que um dep\u00f3sito de R$ 300 mil feito pela central sindical UGT na conta de um sindicato foi utilizado para o pagamento de propina a servidores do Minist\u00e9rio do Trabalho. As investiga\u00e7\u00f5es apontam ainda Patah como o respons\u00e1vel pela disponibiliza\u00e7\u00e3o dos recursos. A defesa dele negou qualquer conduta delitiva.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Transpar\u00eancia, Integridade e Controle<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Eug\u00eanio Arag\u00e3o, subprocurador-geral da Rep\u00fablica aposentado e ex-ministro: Foi nomeado ministro da Justi\u00e7a no governo Dilma, mas a ju\u00edza Luciana Raquel Tolentino de Moura, da 7\u00aa Vara da Justi\u00e7a Federal de Bras\u00edlia decidiu que a Constitui\u00e7\u00e3o pro\u00edbe integrantes do Minist\u00e9rio P\u00fablico de assumir cargos no Executivo. A decis\u00e3o foi revertida e ele assumiu o cargo. Ele n\u00e3o se manifestou.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Jorge Messias, procurador da Fazenda Nacional e ex-subsecret\u00e1rio de Assuntos Jur\u00eddicos da Casa Civil: Ficou conhecido como &#8220;Bessias&#8221; por ter o nome citado em intercepta\u00e7\u00e3o de conversa de Lula e Dilma em 2016. Ele seria respons\u00e1vel por entregar o termo de posse como ministro ao ex-presidente. A inten\u00e7\u00e3o seria deixar Lula com foro privilegiado. Ele n\u00e3o se manifestou.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Paulo C\u00e2mara, governador de Pernambuco: Em 2017, foi citado em dela\u00e7\u00e3o por participar de suposto esquema de propina, que teria movimentado R$ 15 bilh\u00f5es, com a J&amp;F. Ele disse que n\u00e3o recebeu doa\u00e7\u00f5es e nunca solicitou recursos de qualquer empresa em troca de favores.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Turismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Arialdo Pinho, ex-secret\u00e1rio da Casa Civil do Cear\u00e1: Foi proibido de deixar o pa\u00eds em dezembro de 2020, alvo da opera\u00e7\u00e3o Onzen\u00e1rio, que investiga direcionamento il\u00edcito de opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito consignado. A defesa dele negou todas as acusa\u00e7\u00f5es de irregularidades.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Luiz Eduardo Pereira Barretto Filho, ex-presidente do Sebrae e ex-ministro: Foi multado pelo TCU em 2016 em R$ 3.500 por deixar de aplicar a logo do Minist\u00e9rio do Turismo em um evento objeto de conv\u00eanio. Ele n\u00e3o se manifestou.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Veneziano Vital do Rego, senador: Respondeu a diversos inqu\u00e9ritos. Em 2018, foi acusado pela PGR de desvio de verba para banco de alimentos no per\u00edodo em que era prefeito de Campina Grande (PB). Chegou a ser condenado \u00e0 perda do mandato de senador, mas a a\u00e7\u00e3o foi trancada pelo STF por uso de provas il\u00edcitas. A defesa dele disse que, no curso da instru\u00e7\u00e3o processual, nada se produziu a respeito de atos dolosos ou culposos cometidos por Veneziano.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Marta Suplicy, ex-prefeita de S\u00e3o Paulo e ex-ministra: Respondeu a diversos inqu\u00e9ritos. Foi delatada por receber R$ 500 mil via caixa 2 na campanha de 2010 pela Odebrecht, mas teve o inqu\u00e9rito arquivado no STF por prescri\u00e7\u00e3o. A defesa dela disse que todas as doa\u00e7\u00f5es da campanha foram contabilizadas oficialmente e declaradas \u00e0 Justi\u00e7a Eleitoral.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Orsine Oliveira J\u00fanior, ex-secret\u00e1rio de Turismo do Amazonas: Em 2022, foi multado em R$ 392,3 mil pelo Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) por n\u00e3o cumprir com a Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o e cometer diversas irregularidades em contrato firmado enquanto esteve \u00e0 frente da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas. Foi condenado por divulgar falsa pesquisa eleitoral em benef\u00edcio de Jos\u00e9 Melo nas elei\u00e7\u00f5es de 2014 pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM). V\u00e1rios boletins de ocorr\u00eancia foram registrados pela ex-namorada, Bruna Paes Barreto, por agress\u00f5es e maus-tratos. Ele n\u00e3o se manifestou.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: r7<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A equipe de transi\u00e7\u00e3o do presidente da Rep\u00fablica eleito, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT), conta com pelo menos 67 pessoas que s\u00e3o ou j\u00e1 foram investigadas pelas pol\u00edcias, pelos \u00f3rg\u00e3os de controle ou pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico. 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