{"id":15993,"date":"2023-05-31T23:05:49","date_gmt":"2023-06-01T02:05:49","guid":{"rendered":"http:\/\/dgospel.com.br\/portal\/?p=15993"},"modified":"2023-05-31T23:05:50","modified_gmt":"2023-06-01T02:05:50","slug":"tj-mt-mantem-lei-estadual-que-proibe-ofensas-e-ridicularizacao-de-religioes-em-manifestacoes-culturais-e-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dgospel.com.br\/portal\/index.php\/2023\/05\/31\/tj-mt-mantem-lei-estadual-que-proibe-ofensas-e-ridicularizacao-de-religioes-em-manifestacoes-culturais-e-sociais\/","title":{"rendered":"TJ MT mant\u00e9m lei estadual que pro\u00edbe ofensas e ridiculariza\u00e7\u00e3o de religi\u00f5es em manifesta\u00e7\u00f5es culturais e sociais"},"content":{"rendered":"\n<p>O Tribunal de Justi\u00e7a de Mato Grosso (TJMT) julgou improcedente uma a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade movida pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual (MPE) contra uma lei estadual que pro\u00edbe ofensas, s\u00e1tiras e ridiculariza\u00e7\u00e3o das religi\u00f5es em manifesta\u00e7\u00f5es culturais, sociais e de g\u00eanero. O ac\u00f3rd\u00e3o foi publicado nesta quarta-feira (31), confirmando a constitucionalidade da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei em quest\u00e3o, de autoria do deputado Paulo Ara\u00fajo (PP), foi sancionada pelo governador Mauro Mendes (Uni\u00e3o) em 30 de novembro do ano passado. Al\u00e9m de proibir qualquer forma de menosprezo \u00e0s religi\u00f5es em manifesta\u00e7\u00f5es culturais, a legisla\u00e7\u00e3o estabelece que entidades que utilizarem verbas p\u00fablicas para financiar eventos, desfiles carnavalescos, espet\u00e1culos, passeatas e marchas que pratiquem intoler\u00e2ncia religiosa estar\u00e3o fazendo mau uso dos recursos.<\/p>\n\n\n\n<p>O MPE argumentou que a lei estadual violaria o direito \u00e0 liberdade de express\u00e3o, previsto na Constitui\u00e7\u00e3o Federal. No entanto, os desembargadores do \u00d3rg\u00e3o Especial do TJMT consideraram que a liberdade de express\u00e3o n\u00e3o \u00e9 absoluta e possui limita\u00e7\u00f5es \u00e9ticas e jur\u00eddicas. Para eles, a lei estadual est\u00e1 em conformidade com a Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator do caso, desembargador Carlos Alberto da Rocha, ressaltou que a liberdade de express\u00e3o deve ser fiscalizada e regulamentada pelo Poder P\u00fablico para proteger outros direitos fundamentais, como a liberdade de cren\u00e7a religiosa. Ele destacou que a legisla\u00e7\u00e3o estadual apenas refor\u00e7a o que j\u00e1 est\u00e1 tipificado como crime no C\u00f3digo Penal, ou seja, atos de intoler\u00e2ncia religiosa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO direito \u00e0 livre express\u00e3o n\u00e3o pode abranger manifesta\u00e7\u00f5es que constituam ilicitude penal. A lei impugnada n\u00e3o trata de quest\u00f5es religiosas, mas reafirma, em \u00e2mbito estadual, a proibi\u00e7\u00e3o de condutas j\u00e1 tipificadas na legisla\u00e7\u00e3o penal, em conformidade com as diretrizes da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, sem atacar a liberdade religiosa\u201d, afirmou o desembargador Carlos Alberto em seu voto.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento do relator foi acompanhado pelos outros 13 desembargadores do \u00d3rg\u00e3o Especial, e a a\u00e7\u00e3o movida pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual foi julgada improcedente. Com isso, a lei estadual que pro\u00edbe ofensas, s\u00e1tiras e ridiculariza\u00e7\u00e3o das religi\u00f5es em manifesta\u00e7\u00f5es culturais, sociais e de g\u00eanero continua em vigor em Mato Grosso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Tribunal de Justi\u00e7a de Mato Grosso (TJMT) julgou improcedente uma a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade movida pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual (MPE) contra uma lei estadual que pro\u00edbe ofensas, s\u00e1tiras e ridiculariza\u00e7\u00e3o das religi\u00f5es em manifesta\u00e7\u00f5es culturais, sociais e de g\u00eanero. O ac\u00f3rd\u00e3o foi publicado nesta quarta-feira (31), confirmando a constitucionalidade da lei. 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