{"id":21259,"date":"2025-01-10T16:07:52","date_gmt":"2025-01-10T19:07:52","guid":{"rendered":"https:\/\/dgospel.com.br\/portal\/?p=21259"},"modified":"2025-01-10T16:07:54","modified_gmt":"2025-01-10T19:07:54","slug":"preco-da-carne-bovina-registra-maior-alta-desde-o-auge-da-pandemia-e-sobe-204-em-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dgospel.com.br\/portal\/index.php\/2025\/01\/10\/preco-da-carne-bovina-registra-maior-alta-desde-o-auge-da-pandemia-e-sobe-204-em-2024\/","title":{"rendered":"Pre\u00e7o da carne bovina registra maior alta desde o auge da pandemia e sobe 20,4% em 2024"},"content":{"rendered":"\n<p>O pre\u00e7o da carne bovina no Brasil disparou em 2024, com alta m\u00e9dia de\u00a0<strong>20,4%<\/strong>, superando at\u00e9 mesmo os aumentos registrados durante o auge da pandemia de coronav\u00edrus, em 2020, quando o avan\u00e7o foi de 17%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Este \u00e9 o maior aumento em quatro anos e reflete uma combina\u00e7\u00e3o de fatores internos e externos, como a redu\u00e7\u00e3o do rebanho e o crescimento das exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A alta dos pre\u00e7os n\u00e3o ficou restrita a cortes nobres, como a picanha (+8,7%) e o fil\u00e9-mignon (+18,5%), mas foi ainda mais expressiva em cortes populares, essenciais no consumo dom\u00e9stico. O ac\u00e9m liderou os aumentos, com alta de&nbsp;<strong>25,2%<\/strong>, seguido pelo patinho (+24,1%), pela p\u00e1 (+22,9%), e pelo lagarto (+22,8%). Outros cortes como a costela (+21,3%) e a alcatra (+21%) tamb\u00e9m tiveram varia\u00e7\u00f5es acima de 20%.<\/p>\n\n\n\n<p>A press\u00e3o sobre os pre\u00e7os foi generalizada, fazendo com que o aumento m\u00e9dio da carne bovina alcan\u00e7asse o patamar mais elevado desde 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>A escalada de pre\u00e7os em 2024 foi motivada por fatores como o aumento das exporta\u00e7\u00f5es e a redu\u00e7\u00e3o do rebanho bovino pelo segundo ano consecutivo. A alta demanda no mercado internacional, especialmente por parte da China, principal destino da carne brasileira, reduziu a oferta no mercado interno, contribuindo para o aumento dos pre\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA combina\u00e7\u00e3o de menor oferta e maior exporta\u00e7\u00e3o cria um descompasso que afeta diretamente o consumidor brasileiro. A carne bovina, que j\u00e1 era cara, tornou-se ainda mais inacess\u00edvel para muitas fam\u00edlias em 2024\u201d, avalia um economista especializado no setor agropecu\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A compara\u00e7\u00e3o com anos anteriores refor\u00e7a a excepcionalidade de 2024:<\/p>\n\n\n\n<ul><li><strong>2020:<\/strong>&nbsp;Alta de 17%, impulsionada pela pandemia;<\/li><li><strong>2021:<\/strong>&nbsp;Aumento moderado de 8,45%;<\/li><li><strong>2022:<\/strong>&nbsp;Alta de apenas 1,8%, com estabiliza\u00e7\u00e3o da economia;<\/li><li><strong>2023:<\/strong>&nbsp;Queda de 9%, devido \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria das compras pela China.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>O retorno da China como principal importadora em 2024, somado \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do rebanho e ao aumento dos custos de produ\u00e7\u00e3o, reverteu a tend\u00eancia de queda registrada em 2023, impulsionando os pre\u00e7os para cima.<\/p>\n\n\n\n<p>O aumento nos pre\u00e7os da carne bovina em 2024 impacta diretamente o custo de vida das fam\u00edlias brasileiras, que enfrentam dificuldades para manter o consumo de prote\u00edna animal em um cen\u00e1rio de infla\u00e7\u00e3o crescente. Para muitos, a carne vermelha vem sendo substitu\u00edda por outras prote\u00ednas, como frango e ovos, que tamb\u00e9m registraram aumento, mas em patamares inferiores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pre\u00e7o da carne bovina no Brasil disparou em 2024, com alta m\u00e9dia de\u00a020,4%, superando at\u00e9 mesmo os aumentos registrados durante o auge da pandemia de coronav\u00edrus, em 2020, quando o avan\u00e7o foi de 17%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). 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