{"id":22324,"date":"2025-09-17T08:54:21","date_gmt":"2025-09-17T11:54:21","guid":{"rendered":"https:\/\/dgospel.com.br\/portal\/?p=22324"},"modified":"2025-09-17T08:54:22","modified_gmt":"2025-09-17T11:54:22","slug":"camara-aprova-em-2o-turno-o-texto-base-da-pec-das-prerrogativas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dgospel.com.br\/portal\/index.php\/2025\/09\/17\/camara-aprova-em-2o-turno-o-texto-base-da-pec-das-prerrogativas\/","title":{"rendered":"C\u00e2mara aprova em 2\u00ba turno o texto-base da PEC das Prerrogativas"},"content":{"rendered":"\n<p>A C\u00e2mara dos Deputados aprovou, em segundo turno, o texto-base da Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) que prev\u00ea autoriza\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara ou do Senado para o Supremo Tribunal Federal (STF) processar deputado ou senador. Foram <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/presenca-comissoes\/votacao-portal?reuniao=79236&amp;itemVotacao=13158\">344 votos a favor e 133 contra<\/a> o texto, em segundo turno.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/presenca-comissoes\/votacao-portal?reuniao=79236&amp;itemVotacao=13154\">Confira como os deputados votaram em 1\u00ba turno<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A PEC 3\/21 foi batizada pelos parlamentares de PEC das Prerrogativas. Para concluir a vota\u00e7\u00e3o, os deputados ainda precisam analisar dois destaques que podem alterar pontos da proposta. Essa vota\u00e7\u00e3o ocorrer\u00e1 em outra sess\u00e3o, em data a ser definida.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Voto secreto<\/strong><br>No come\u00e7o da madrugada desta quarta-feira (17), o Plen\u00e1rio rejeitou, por insufici\u00eancia de qu\u00f3rum, a exig\u00eancia de vota\u00e7\u00e3o secreta para C\u00e2mara ou Senado decidirem se seu parlamentar pode ser processado criminalmente pelo Supremo.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram apenas <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/presenca-comissoes\/votacao-portal?reuniao=79236&amp;itemVotacao=13159\">296 votos a favor do voto secreto<\/a>, quando o m\u00ednimo para manter a regra \u00e9 de 308 votos. Outros <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/presenca-comissoes\/votacao-portal?reuniao=79236&amp;itemVotacao=13159\">174 deputados<\/a> votaram a favor do destaque do Novo pela retirada da vota\u00e7\u00e3o secreta. Dessa forma, a vota\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser aberta e realizada em um prazo de 90 dias, contado do recebimento da ordem emitida pelo STF.<\/p>\n\n\n\n<p>O deputado Gilson Marques (Novo-SC) deu argumentos contra o voto secreto, como a falta de transpar\u00eancia, a dificuldade de o eleitor saber como pensa seu representante, menos responsabilidade do parlamentar e incentivo \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o. &#8220;Qual a vergonha de apresentar seu voto, de defender sua posi\u00e7\u00e3o, de atuar como representante, se o voto \u00e9 sigiloso?&#8221;, questionou.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo ap\u00f3s a vota\u00e7\u00e3o do destaque, a sess\u00e3o do Plen\u00e1rio foi encerrada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Prerrogativas<\/strong><br>Segundo o texto do relator, deputado Claudio Cajado (PP-BA), deputados e senadores somente poder\u00e3o ser alvo de medidas cautelares de natureza pessoal ou real provenientes do Supremo.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso se aplica a qualquer tempo ap\u00f3s a concess\u00e3o do diploma de eleito, mesmo que ele deixe de ser parlamentar e o processo que originou a medida cautelar se refira a fato que teria sido cometido durante esse per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>Claudio Cajado afirmou que as prerrogativas n\u00e3o s\u00e3o privil\u00e9gios incompat\u00edveis com a Rep\u00fablica. &#8220;S\u00e3o, em verdade, garantias indispens\u00e1veis \u00e0 pr\u00f3pria viabilidade institucional do Legislativo, pilar fundamental do Estado Democr\u00e1tico de Direito&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem as prerrogativas, declarou Cajado, o parlamentar n\u00e3o teria autonomia para cumprir o mandato. &#8220;As prerrogativas institucionais est\u00e3o presentes em todas as Constitui\u00e7\u00f5es brasileiras, tendo sido tolhidas apenas em per\u00edodos autorit\u00e1rios&#8221;, afirmou, ao defender a liga\u00e7\u00e3o dessas garantias com a democracia.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Cajado, as imunidades previstas na Constitui\u00e7\u00e3o s\u00e3o indispens\u00e1veis para congressistas exercerem suas atribui\u00e7\u00f5es com independ\u00eancia, sem temer persegui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas ou intima\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Debate em Plen\u00e1rio<br><\/strong>Para o l\u00edder do PT, deputado Lindbergh Farias (RJ), a PEC n\u00e3o \u00e9 de interesse dos brasileiros. &#8220;A pauta nossa tem de ser a vida do povo, e \u00e9 nisso que insistimos&#8221;, disse, ao citar a Medida Provis\u00f3ria 1300\/25, que isenta fam\u00edlias de baixa renda da conta de luz em casos de baixo consumo. A MP, que aguarda vota\u00e7\u00e3o no Plen\u00e1rio, perde a validade nesta quarta-feira (17).<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), vice-l\u00edder da Minoria, afirmou que o texto da PEC est\u00e1 longe do ideal, mas protege deputados de &#8220;processo criminal abusivo&#8221; que possa passar sem avalia\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara. &#8220;Isto aqui \u00e9 um grande avan\u00e7o, porque, inclusive, n\u00f3s poderemos decidir se uma a\u00e7\u00e3o, se um processo criminal deve avan\u00e7ar contra deputados que, muitas vezes, s\u00e3o perseguidos por suas falas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Para o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), vice-l\u00edder da oposi\u00e7\u00e3o, a PEC n\u00e3o \u00e9 da imunidade ou da blindagem, mas um equil\u00edbrio de poderes. &#8220;Que democracia \u00e9 esta em que o Parlamento, que tem representa\u00e7\u00e3o de 100% da popula\u00e7\u00e3o, \u00e9 chantageado por outros Poderes?&#8221;, questionou.<\/p>\n\n\n\n<p>O deputado General Gir\u00e3o (PL-RN) tamb\u00e9m defendeu as prerrogativas parlamentares. &#8220;O constituinte deixou muito claro que n\u00f3s, deputados e senadores, temos de ser inviol\u00e1veis por quaisquer opini\u00f5es, palavras e votos&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Kayo Magalh\u00e3es\/C\u00e2mara dos Deputados<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/midias\/image\/2025\/09\/img20250916181458994-768x473.jpg\" alt=\"Discuss\u00e3o e vota\u00e7\u00e3o de propostas legislativas. Dep. Claudio Cajado (PP-BA)\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Claudio Cajado, relator da PEC<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cr\u00edticas \u00e0 proposta<\/strong><br>Para a l\u00edder do Psol, deputada Tal\u00edria Petrone (RJ), a imunidade parlamentar n\u00e3o \u00e9 absoluta. &#8220;Esta n\u00e3o \u00e9 a agenda que o Brasil espera de n\u00f3s&#8221;, disse. Ela criticou a possibilidade de a medida beneficiar deputados que cometeram crimes hediondos, como estupro e latroc\u00ednio, que dependeriam do aval do Congresso para serem processados.<\/p>\n\n\n\n<p>O deputado Bohn Gass (PT-RS) afirmou que n\u00e3o h\u00e1 justificativa para a necessidade de autoriza\u00e7\u00e3o do Congresso para um congressista ser investigado e punido. &#8220;A imunidade parlamentar n\u00e3o pode ser confundida com impunidade parlamentar&#8221;, declarou.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o deputado T\u00falio Gad\u00ealha (Rede-PE), a PEC poderia ter sido constru\u00edda para ser um texto razo\u00e1vel. &#8220;Se h\u00e1 reclama\u00e7\u00f5es de excesso, podemos ouvir e tentar construir um texto melhor. Mas o que est\u00e1 aqui \u00e9 um crime contra a democracia&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>O deputado Luiz Carlos Hauly (Pode-PR) disse ser contra qualquer privil\u00e9gio ou prerrogativa que um parlamentar honesto n\u00e3o precisa. &#8220;Nunca precisei da prote\u00e7\u00e3o da lei, mais que o cidad\u00e3o tem&#8221;, declarou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Crime organizado<\/strong><br>Para o deputado Kim Kataguiri (Uni\u00e3o-SP), aprovar a PEC \u00e9 pedir para o crime organizado disputar cadeiras e vencer elei\u00e7\u00f5es para fugir de investiga\u00e7\u00f5es. &#8220;Durante o per\u00edodo da Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, quando o texto que querem aprovar agora estava em vigor, nenhuma investiga\u00e7\u00e3o foi autorizada&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Kataguiri afirmou que a proposta n\u00e3o reage a abusos do STF, mas cria abusos do Parlamento para blindar a corrup\u00e7\u00e3o. &#8220;O que est\u00e1 sendo votado \u00e9 a diferen\u00e7a entre o rem\u00e9dio e o veneno, \u00e9 a dose&#8221;, declarou.<\/p>\n\n\n\n<p>A deputada Duda Salabert (PDT-MG) disse que a PEC &#8220;vai justamente beneficiar o corrupto, beneficiar o ladr\u00e3o&#8221;. Segundo ela, a proposta vai tentar salvar parlamentares investigados e que podem ser presos, por exemplo, por desvio de emendas parlamentares.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Voto secreto<\/strong><br>O deputado Ivan Valente (Psol-SP) criticou a tentativa de retorno do voto secreto dos parlamentares. &#8220;Qualquer crime comum seria julgado em conluio e corporativismo, por debaixo do pano, no voto secreto para livrar a cara de um e de outro&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Ivan Valente coordenou uma frente parlamentar pelo voto aberto quando a Constitui\u00e7\u00e3o foi alterada em 2013 para prever voto aberto.<\/p>\n\n\n\n<p>A deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) disse que a defesa do voto secreto \u00e9 para proteger deputados da cobran\u00e7a da opini\u00e3o p\u00fablica e dos eleitores.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que o voto secreto serviria para garantir que o Supremo Tribunal Federal (STF) n\u00e3o chantageie deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o deputado Sargento Gon\u00e7alves (PL-RN), esse tipo de voto \u00e9 &#8220;na inten\u00e7\u00e3o de preservar o parlamentar da persegui\u00e7\u00e3o dos ministros do Supremo Tribunal Federal, e n\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia C\u00e2mara de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A C\u00e2mara dos Deputados aprovou, em segundo turno, o texto-base da Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) que prev\u00ea autoriza\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara ou do Senado para o Supremo Tribunal Federal (STF) processar deputado ou senador. 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