{"id":22763,"date":"2026-02-10T16:53:30","date_gmt":"2026-02-10T19:53:30","guid":{"rendered":"https:\/\/dgospel.com.br\/portal\/?p=22763"},"modified":"2026-02-10T16:53:31","modified_gmt":"2026-02-10T19:53:31","slug":"noticias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dgospel.com.br\/portal\/index.php\/2026\/02\/10\/noticias\/","title":{"rendered":"<a href=\"https:\/\/horabrasilia.com.br\/noticias\/\">Not\u00edcias<\/a>"},"content":{"rendered":"\n<h1>Governo Lula despeja R$ 1,5 bilh\u00e3o em emendas em pleno ano eleitoral e bate recorde hist\u00f3rico<\/h1>\n\n\n\n<p>O governo do presidente\u00a0<strong>Luiz In\u00e1cio Lula da Silva\u00a0(PT)<\/strong>\u00a0j\u00e1 liberou\u00a0<strong>R$ 1,5 bilh\u00e3o em emendas parlamentares<\/strong>\u00a0at\u00e9 a primeira semana de fevereiro,\u00a0<strong>o maior valor da s\u00e9rie hist\u00f3rica para esse per\u00edodo desde 2016<\/strong>. A acelera\u00e7\u00e3o dos pagamentos ocorre em\u00a0<strong>ano eleitoral<\/strong>\u00a0e \u00e9 interpretada, nos bastidores de Bras\u00edlia, como\u00a0<strong>uma ofensiva direta do Planalto para recompor sua base no Congresso<\/strong>, ap\u00f3s meses de desgaste pol\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<p>Levantamento da&nbsp;<em>Folha de S.Paulo<\/em>&nbsp;com dados do painel&nbsp;<strong>Siga Brasil<\/strong>, divulgado nesta ter\u00e7a-feira (10), mostra que o montante&nbsp;<strong>mais do que dobrou<\/strong>&nbsp;em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo intervalo do ano passado, quando foram pagos&nbsp;<strong>R$ 634,5 milh\u00f5es<\/strong>&nbsp;(valores corrigidos pela infla\u00e7\u00e3o). At\u00e9 ent\u00e3o, o recorde havia sido registrado em 2021, com cerca de&nbsp;<strong>R$ 770 milh\u00f5es<\/strong>&nbsp;liberados no in\u00edcio do ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros consideram pagamentos realizados entre&nbsp;<strong>1\u00ba de janeiro e 6 de fevereiro<\/strong>, todos referentes a&nbsp;<strong>emendas de anos anteriores<\/strong>, inscritas como&nbsp;<strong>restos a pagar<\/strong>. Ou seja, n\u00e3o se trata de novos investimentos, mas de&nbsp;<strong>quita\u00e7\u00e3o acelerada de d\u00edvidas pol\u00edticas acumuladas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Integrantes do pr\u00f3prio governo admitem, sob reserva, que a libera\u00e7\u00e3o recorde tem objetivo claro:&nbsp;<strong>reduzir o atrito com deputados e senadores<\/strong>, que reclamaram duramente da baixa execu\u00e7\u00e3o das emendas ao longo de 2025. A mudan\u00e7a de postura veio ap\u00f3s o Planalto prometer&nbsp;<strong>pagar quase integralmente as indica\u00e7\u00f5es do ano passado<\/strong>, das quais cerca de&nbsp;<strong>97% j\u00e1 haviam sido empenhadas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A movimenta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 impulsionada pela&nbsp;<strong>Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO)<\/strong>, que determina que, em ano eleitoral,&nbsp;<strong>65% das emendas individuais e de bancada sejam pagas at\u00e9 o fim de junho<\/strong>. A regra foi inclu\u00edda&nbsp;<strong>contra a vontade do governo<\/strong>, mas acabou mantida para evitar uma nova crise com o Congresso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s concordamos em ter esse dispositivo de pagamento das emendas impositivas que sejam de transfer\u00eancia fundo a fundo at\u00e9 junho\u201d, afirmou em janeiro a ministra&nbsp;<strong>Gleisi Hoffmann<\/strong>, das Rela\u00e7\u00f5es Institucionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, a norma&nbsp;<strong>amarra o Executivo<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>antecipa a libera\u00e7\u00e3o de recursos p\u00fablicos em pleno calend\u00e1rio eleitoral<\/strong>, reduzindo a margem de manobra do governo.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 2015, o Congresso vem ampliando seu controle sobre o Or\u00e7amento federal, tornando&nbsp;<strong>obrigat\u00f3rias<\/strong>&nbsp;as emendas individuais e de bancada estadual. Esse avan\u00e7o se intensificou a partir de 2020, quando o volume empenhado saltou de&nbsp;<strong>R$ 18,3 bilh\u00f5es para R$ 48,6 bilh\u00f5es<\/strong>, impulsionado pelas chamadas&nbsp;<strong>emendas do relator<\/strong>&nbsp;\u2014 posteriormente declaradas&nbsp;<strong>inconstitucionais pelo STF<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O efeito colateral foi a explos\u00e3o dos&nbsp;<strong>restos a pagar<\/strong>, que j\u00e1 ultrapassam&nbsp;<strong>R$ 35,4 bilh\u00f5es previstos no Or\u00e7amento de 2026<\/strong>. At\u00e9 agora, o Planalto&nbsp;<strong>n\u00e3o iniciou a libera\u00e7\u00e3o das emendas de 2026<\/strong>, concentrando esfor\u00e7os em&nbsp;<strong>limpar o passivo pol\u00edtico acumulado<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Do total j\u00e1 pago em 2026:<\/p>\n\n\n\n<ul><li><strong>R$ 1 bilh\u00e3o<\/strong>&nbsp;refere-se a emendas de&nbsp;<strong>2025<\/strong>;<\/li><li><strong>R$ 180 milh\u00f5es<\/strong>, de&nbsp;<strong>2024<\/strong>;<\/li><li><strong>R$ 103 milh\u00f5es<\/strong>, de&nbsp;<strong>2023<\/strong>.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Hoje, as emendas parlamentares&nbsp;<strong>consomem cerca de 22% de todo o or\u00e7amento discricion\u00e1rio federal<\/strong>, comprimindo investimentos diretos do governo e refor\u00e7ando a depend\u00eancia do Planalto em rela\u00e7\u00e3o ao Congresso.<\/p>\n\n\n\n<p>O recorde de libera\u00e7\u00e3o de emendas no in\u00edcio do ano&nbsp;<strong>escancara a fragilidade pol\u00edtica do governo Lula<\/strong>&nbsp;diante do Legislativo. Em vez de capital pol\u00edtico, o Planalto aposta em&nbsp;<strong>transfer\u00eancias bilion\u00e1rias<\/strong>&nbsp;para garantir governabilidade \u2014 um modelo que&nbsp;<strong>engessa o Or\u00e7amento<\/strong>,&nbsp;<strong>antecipa gastos em ano eleitoral<\/strong>&nbsp;e refor\u00e7a a l\u00f3gica da&nbsp;<strong>barganha permanente<\/strong>&nbsp;entre Executivo e Congresso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Governo Lula despeja R$ 1,5 bilh\u00e3o em emendas em pleno ano eleitoral e bate recorde hist\u00f3rico O governo do presidente\u00a0Luiz In\u00e1cio Lula da Silva\u00a0(PT)\u00a0j\u00e1 liberou\u00a0R$ 1,5 bilh\u00e3o em emendas parlamentares\u00a0at\u00e9 a primeira semana de fevereiro,\u00a0o maior valor da s\u00e9rie hist\u00f3rica para esse per\u00edodo desde 2016. 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