{"id":845,"date":"2018-07-26T12:43:46","date_gmt":"2018-07-26T15:43:46","guid":{"rendered":"http:\/\/dgospel.com.br\/portal\/?p=845"},"modified":"2018-07-26T12:43:46","modified_gmt":"2018-07-26T15:43:46","slug":"envelhecimento-da-populacao-coloca-aposentadorias-em-risco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dgospel.com.br\/portal\/index.php\/2018\/07\/26\/envelhecimento-da-populacao-coloca-aposentadorias-em-risco\/","title":{"rendered":"Envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o coloca aposentadorias em risco"},"content":{"rendered":"<p>Daqui a 13 anos, o n\u00famero de pessoas acima de 60 anos deve superar pela primeira vez a quantidade de crian\u00e7as e adolescentes (0 a 14 anos) no Brasil. O pa\u00eds continuar\u00e1 a assistir nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas a um aumento da popula\u00e7\u00e3o idosa e a uma diminui\u00e7\u00e3o no n\u00famero de jovens, o que exige pol\u00edticas p\u00fablicas a partir de hoje, segundo especialistas ouvidos pelo<em>\u00a0R7.<\/em><\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, dizem, \u00e9 necess\u00e1ria uma reforma no sistema de Previd\u00eancia, porque o Brasil perde a cada ano sua capacidade de pagar as aposentadorias.<\/p>\n<p>O dem\u00f3grafo do\u00a0<em>IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica)<\/em>\u00a0Tadeu Oliveira explica que esse movimento populacional \u201cest\u00e1 relacionado a alguns fatores, como a queda da fecundidade e o aumento da expectativa de vida\u201d, uma tend\u00eancia que vai permanecer nos pr\u00f3ximos anos, diz.<\/p>\n<p>Atualmente, o Brasil tem 12,4 milh\u00f5es de pessoas acima de 70 anos, ou 5,9% do total da popula\u00e7\u00e3o. Em 2030, esse patamar ser\u00e1 de 9% (20,4 milh\u00f5es), o que significa mais pessoas na fila da aposentadoria.<\/p>\n<p>\u201cIsso s\u00f3 corrobora o fato de precisarmos fazer uma reforma na Previd\u00eancia, porque teremos menos pessoas para contribuir e mais gente se aposentando. E quanto antes fizermos, melhor\u201d, diz Jos\u00e9 Roberto Savoia, professor de finan\u00e7as da USP (Universidade de S\u00e3o Paulo) e da FIA (Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Administra\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Isso acontece porque a maior parte das aposentadorias brasileiras \u2014 incluindo os benef\u00edcios pagos pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) \u2014 seguem o sistema de reparti\u00e7\u00e3o: os trabalhadores da ativa contribuem com o sistema e bancam as aposentadorias dos inativos.<\/p>\n<p>Por essa l\u00f3gica, quando as gera\u00e7\u00f5es de hoje se aposentarem, suas aposentadorias depender\u00e3o das gera\u00e7\u00f5es futuras. Mas, como revela o<em>\u00a0IBGE<\/em>, o n\u00famero de idosos vai dobrar no Brasil em 24 anos, num ritmo muito maior de crescimento do que o da popula\u00e7\u00e3o em idade para trabalhar.<\/p>\n<p>\u201cA capacidade de pagar benef\u00edcios ficar\u00e1 menor\u201d, diz o economista Sandro Maskio, coordenador do Observat\u00f3rio Econ\u00f4mico da Universidade Metodista de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>\u2014 As transi\u00e7\u00f5es demogr\u00e1ficas sempre requerem planejamento, ou alguma gera\u00e7\u00e3o vai pagar pelo desajuste da Previd\u00eancia. Teremos que fazer este ajuste. Quanto mais demorar, mais dif\u00edcil e sacrificante tende a ser o ajuste.<\/p>\n<p><strong>Qual o modelo?<\/strong><\/p>\n<p>A revis\u00e3o da idade m\u00ednima para se aposentar e do tempo de contribui\u00e7\u00e3o tem sido discutida nos \u00faltimos anos para tentar aliviar a Previd\u00eancia Social brasileira.<\/p>\n<p>Mudan\u00e7as como essas, no entanto, s\u00e3o dif\u00edceis de serem aprovadas pelo Congresso e incapazes de acabar com o d\u00e9ficit do sistema previdenci\u00e1rio, avalia o consultor econ\u00f4mico Raul Velloso. Para ele, \u00e9 preciso &#8220;reorganizar o sistema&#8221;, o que significa acabar com o sistema de reparti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2014 Esse sistema n\u00e3o consegue conviver com o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, porque a despesa cresce muito e a receita n\u00e3o dispara. A\u00ed fica um buraco. O sistema de reparti\u00e7\u00e3o simples s\u00f3 convive bem quando a popula\u00e7\u00e3o \u00e9 jovem. O come\u00e7o da implanta\u00e7\u00e3o desse regime tem uma folga [de recursos], mas do jeito que estamos o d\u00e9ficit \u00e9 gigantesco.<\/p>\n<p>Para Velloso, a preocupa\u00e7\u00e3o maior hoje \u00e9 com as aposentadorias dos servidores p\u00fablicos, nas quais o d\u00e9ficit \u00e9 maior, de cerca de R$ 86 bilh\u00f5es por ano.<\/p>\n<p>\u2014 A despesa na Previd\u00eancia dos servidores deu uma disparada a partir de 2015, coincidindo com a crise econ\u00f4mica, configurando o que se chama de tempestade perfeita, que combina os efeitos da recess\u00e3o com a disparada de um gasto importante. E a explica\u00e7\u00e3o disso \u00e9 o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o. No INSS, os n\u00fameros refletem o mesmo fen\u00f4meno.<\/p>\n<p>Como solu\u00e7\u00e3o, Velloso sugere um sistema de fundos de pens\u00e3o como o das grandes estatais, a exemplo do Previ, do Banco do Brasil, o maior do pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Fonte: R7\/ Foto: Lalo de Almeida\/Folhapress<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Daqui a 13 anos, o n\u00famero de pessoas acima de 60 anos deve superar pela primeira vez a quantidade de crian\u00e7as e adolescentes (0 a 14 anos) no Brasil. 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