Quase 50% das pequenas e médias empresas estão sob risco de falência
Com margens apertadas e dificuldades para equilibrar o caixa, pequenas e médias empresas atravessam 2026 em clima de alerta. O alto nível de endividamento, somado à proximidade da Reforma Tributária prevista para entrar em vigor em 2027, tem ampliado a preocupação do setor, que teme aumento da carga fiscal em um momento já delicado.
Após três anos consecutivos de recordes nos pedidos de Recuperação Judicial, muitas empresas seguem recorrendo a empréstimos para manter o capital de giro. De acordoc oom a Veja, o problema é que o custo elevado dos juros tem ampliado o peso das obrigações financeiras, dificultando a reorganização das contas.
Um estudo realizado pela W1 Business, com base em 134 empresas de diferentes segmentos, mostra que 59% delas operam atualmente com dívidas. Em média, o passivo chega a R$ 2,54 milhões, enquanto o faturamento anual gira em torno de R$ 8,62 milhões.
Os dados indicam que áreas como transporte, comércio varejista e serviços concentram os maiores níveis de comprometimento da receita com débitos de curto prazo. Ainda segundo o levantamento, 43% das empresas analisadas estão em situação considerada crítica, com risco real de insolvência.
Especialistas apontam que, sem medidas de reestruturação financeira e planejamento tributário, parte significativa dessas companhias pode enfrentar dificuldades ainda maiores com a implementação das novas regras fiscais no próximo ano.

