Flávio Bolsonaro supera Lula e assume liderança do segundo turno, aponta Atlas/Bloomberg
Uma pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (25), mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria 47,6% das intenções de voto em um eventual segundo turno, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 46,6% da preferência do eleitorado. Como a margem de erro é de um ponto porcentual para mais ou para menos, os dois estão empatados tecnicamente. Outros 5,8% disseram que pretendem votar em branco, nulo ou estão indecisos.
Comparado com a pesquisa anterior da Atlas/Bloomberg, divulgada em fevereiro, Lula oscilou 0,4 ponto percentual para cima, enquanto Flávio variou positivamente 1,3 ponto percentual.
A Atlas/Bloomberg ouviu 5.028 brasileiros por meio de recrutamento digital aleatório entre os dias 18 e 23 de março. O índice de confiabilidade é de 95% e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04227/2026.
Em um cenário em que Lula enfrenta o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o petista possui 46,6%, enquanto Zema possui 43,7% das preferências. Brancos, nulos ou indecisos somam 9,8%.
Se Lula enfrentar o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), o presidente possui 46,2% das intenções de voto, contra 36,7% do mandatário goiano. Brancos, nulos ou indecisos somam 17,1% dos respondentes.
Em uma hipótese na qual Lula enfrenta o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), o petista possui 45,5%, enquanto Leite aparece com 22,7%. Brancos, nulos ou indecisos somam 31,8%, o maior índice da sondagem.
O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), anunciou nesta segunda (23), a desistência dele da disputa. Se Lula enfrentasse ele hoje, o petista teria 46,1% das intenções de voto, contra 38,7% do mandatário paranaense. Brancos, nulos ou indecisos somam 15,2%.
A Atlas/Bloomberg também estudou cenários com outros políticos que estão fora da disputa. Em cenário no qual Lula enfrenta o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Tarcísio aparece com 47,2%, enquanto o presidente possui 46,3% das intenções de voto. Brancos, nulos ou indecisos somam 6,5% dos respondentes.
Em hipótese de segundo turno entre Lula e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), Michelle possui 47% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 46,8% da preferência do eleitorado. Brancos, nulos ou indecisos somam 6,2%.
Se houvesse uma reedição do segundo turno de 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) possuiria 47,4% das intenções de voto, enquanto Lula possui 46,6% das preferências. Bolsonaro, no entanto, está inelegível. Brancos, nulos ou indecisos somam 6%. Naquele pleito, o petista venceu com 50,9% dos votos válidos, contra 49,1% do capitão reformado.
PRIMEIRO TURNO
O atual presidente lidera todos os cenários de primeiro turno testados pela pesquisa, seguido por Flávio ou Tarcísio, que já declarou apoio ao senador.
No cenário hoje considerado mais provável, com Ronaldo Caiado como candidato do PSD, Lula teria 45,9%, enquanto Flávio Bolsonaro apareceria com 40,1%. Na sequência apareceriam: Renan Santos (Missão), com 4,4%; Caiado, com 3,7%; Romeu Zema (Novo), com 3,1%; e Aldo Rebelo, com 0,6%. Brancos e nulos seriam 1,9% e os que não souberam responder são 0,3%.
Se o candidato do PSD for o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, Lula teria 45,5% e Flávio somaria 42,4%. Na sequência, Renan Santos teria 4,6%, Ronaldo Caiado registraria 3,7%, Eduardo Leite teria 1,2% e Aldo Rebelo ficaria com 0,8%. Neste caso, os brancos e nulos seriam 1,6% e os que não souberam responder seriam 0,3%.
Já em um cenário, em que Lula é substituído pelo ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), Flávio Bolsonaro aparece à frente, com 40,1% das intenções de voto, contra 37,6% do petista. Na última semana, Haddad anunciou sua pré-candidatura ao governo de São Paulo.
A pesquisa também questionou qual dos possíveis resultados da eleição causa mais medo aos eleitores. Para 47,4%, a maior preocupação é a reeleição de Lula, enquanto 44,5% apontam a eleição de Flávio Bolsonaro. Outros 7,4% afirmam que ambos os cenários os preocupam igualmente.
*AE

