EFEITO LULA: Estatais acumulam rombo de R$ 4,16 bilhões e registram pior início de ano da série histórica
As empresas estatais federais iniciaram 2026 com um déficit de aproximadamente R$ 4,16 bilhões no primeiro bimestre — o pior resultado para o período desde o início da série histórica do Banco Central do Brasil, em 2002.
O dado escancara um agravamento relevante no desempenho fiscal dessas companhias logo no início do ano. Apenas em fevereiro, o prejuízo somou R$ 568,14 milhões, configurando o pior resultado para o mês desde 2015. Em janeiro, o rombo já havia sido elevado, consolidando um início de ano com resultado negativo recorde.
O indicador utilizado pelo Banco Central mede o impacto dessas empresas nas contas públicas — e não o lucro contábil tradicional. Ainda assim, o número evidencia pressão direta sobre o equilíbrio fiscal, mesmo sem incluir gigantes como Petrobras, Banco do Brasil, Caixa e BNDES.
O contraste com o discurso oficial amplia o ruído. O governo Luiz Inácio Lula da Silva sustenta que as estatais seguem lucrativas e ampliando investimentos. Dados da própria Secretaria de Comunicação indicam lucro de R$ 136,3 bilhões nos primeiros nove meses de 2025. No entanto, a diferença metodológica não altera o impacto prático: o resultado fiscal piorou de forma expressiva.
Na prática, o rombo bilionário reforça a pressão sobre a política econômica e expõe fragilidades na condução das estatais. O início de 2026, em vez de sinalizar recuperação, inaugura um novo patamar de deterioração fiscal, ampliando o desgaste do governo na área econômica e reacendendo o debate sobre gestão, eficiência e controle dessas empresas.

