Atlas da Violência: Estados governados pela esquerda lideram ranking de homicídios no país

Estados governados por petistas ou por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva concentram atualmente os maiores índices de homicídios do país, segundo dados do Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

O levantamento aponta o Amapá como a unidade da federação mais violenta do Brasil, com taxa de 45,7 homicídios por 100 mil habitantes. O estado é governado por Clécio Luís (Solidariedade), aliado político de Lula desde as eleições de 2022. Logo atrás aparece a Bahia, administrada há quase duas décadas pelo PT, com taxa de 40,9 homicídios por 100 mil habitantes.

O ranking das maiores taxas de violência letal segue com Pernambuco (37,3), Alagoas (35,9) e Ceará (34,3). Entre os cinco estados mais violentos do país, apenas Pernambuco não é comandado diretamente por um governador alinhado ao Palácio do Planalto. A governadora Raquel Lyra (PSD) adotou postura de neutralidade na eleição presidencial de 2022.

Os dados reforçam um cenário persistente de concentração da violência letal no Norte e no Nordeste, regiões onde partidos de esquerda ou legendas da base governista mantêm forte presença política. O próprio Atlas da Violência reconhece que a geografia da criminalidade no Brasil permanece “profundamente desigual”, com parte significativa das unidades federativas dessas regiões concentrando os piores indicadores nacionais.

Na outra ponta do levantamento aparecem estados governados por forças de oposição ao governo federal. São Paulo, administrado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), registrou a menor taxa de homicídios do país: 6,6 por 100 mil habitantes. Em seguida aparecem Santa Catarina (8,1), Distrito Federal (10,3), Minas Gerais (12,8) e Rio Grande do Sul (15,2).

O contraste entre os extremos do ranking amplia o debate sobre modelos de gestão da segurança pública adotados pelos estados brasileiros. Enquanto unidades da federação alinhadas ao governo Lula concentram os maiores índices de violência letal, estados comandados pela oposição apresentam os menores números do país.

O relatório também aponta que, apesar da redução nacional nos homicídios ao longo da última década, o avanço do crime organizado, a expansão dos crimes virtuais e a infiltração das facções em setores da economia formal continuam elevando a sensação de insegurança da população brasileira.

Outro dado que chama atenção é o crescimento das chamadas “mortes violentas por causa indeterminada”, classificadas pelo Atlas como possível subnotificação de homicídios. Segundo os pesquisadores, o Brasil pode ter registrado quase 50 mil homicídios reais em 2024, número superior ao oficialmente contabilizado pelo sistema de saúde.

O Atlas da Violência 2026 foi produzido pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública com base em dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.

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