
Flávio Bolsonaro se inscreve em audiência pública nos EUA para combater tarifaço de Trump e defender o Pix
O senador Flávio Bolsonaro formalizou sua participação na audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), marcada para 6 de julho, em Washington. A iniciativa coloca o parlamentar no centro das discussões sobre a proposta do governo Donald Trump de impor tarifas de até 25% sobre produtos brasileiros exportados para o mercado americano.
Segundo aliados do senador, a participação tem dois objetivos centrais: atuar contra o tarifaço que ameaça setores estratégicos da economia brasileira e defender o sistema de pagamentos Pix, citado em debates e questionamentos que envolvem as relações comerciais entre os dois países.
No pedido protocolado junto ao USTR, Flávio solicitou cinco minutos para apresentar argumentos contrários às restrições comerciais. A avaliação é que a medida poderá atingir até 21% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos, com reflexos diretos sobre empresas, produtores e trabalhadores.
A estratégia do senador será sustentar que a aplicação de tarifas não atinge governos ou autoridades específicas, mas acaba penalizando a população e o setor produtivo. Em vez de sanções comerciais, ele defenderá a abertura de um canal permanente de negociação bilateral, com metas definidas, cronograma de trabalho e mecanismos de acompanhamento entre os dois países.
A audiência ocorre poucos dias antes do prazo final de 15 de julho, data em que as autoridades americanas deverão decidir sobre a adoção ou não das novas barreiras comerciais. O movimento amplia o protagonismo internacional de Flávio Bolsonaro em um tema que pode ter forte impacto econômico para o Brasil.
Antes mesmo da audiência, interlocutores ligados à oposição já mantinham conversas com lideranças republicanas nos Estados Unidos, incluindo integrantes próximos ao presidente Donald Trump e ao secretário de Estado Marco Rubio. O objetivo foi apresentar a visão do setor produtivo brasileiro e buscar alternativas para evitar o avanço das medidas protecionistas.
Fonte: horabrasilia

