Vereador do PT preso por suspeita de ligação com o PCC tem patrimônio milionário
O vereador de São Paulo Senival Moura (PT), preso na última semana durante uma operação contra um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio composto por imóveis avaliados em milhões de reais. Segundo a Polícia Civil de São Paulo, os bens seriam incompatíveis com a renda oficial do parlamentar, atualmente em torno de R$ 26 mil mensais.
De acordo com as investigações, entre os imóveis atribuídos ao vereador estão um apartamento no bairro Tatuapé, na capital paulista, e um sítio localizado em Extrema (MG). Os investigadores sustentam que o patrimônio acumulado por Senival Moura não condiz com seus rendimentos declarados, reforçando as suspeitas de participação em um esquema de ocultação e lavagem de recursos provenientes da facção criminosa.
Senival Moura foi preso no dia 25 de junho durante a Operação Última Parada, conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. A investigação apura a utilização da empresa de transporte coletivo Transunião para movimentar e lavar dinheiro do PCC. Além do vereador, outros investigados, incluindo dirigentes da companhia, também foram alvos da ação. A Justiça determinou ainda o bloqueio de R$ 194 milhões em bens e valores ligados aos investigados.
Segundo a Polícia Civil, o parlamentar exerceria influência sobre a concessionária de ônibus utilizada no esquema. As investigações também apontam que ele teria movimentado recursos incompatíveis com sua renda e figuraria entre os principais beneficiários das operações financeiras suspeitas.
A defesa de Senival Moura nega irregularidades. Os advogados afirmam que os imóveis foram adquiridos há vários anos e que a valorização dos bens ocorreu em razão da evolução natural do mercado imobiliário, contestando a tese de enriquecimento ilícito apresentada pelos investigadores.
Na sexta-feira (26), a Justiça de São Paulo manteve a prisão preventiva do vereador após audiência de custódia. O caso segue sob investigação, e o parlamentar ainda deverá responder às acusações no decorrer do processo judicial. Até o momento, não há condenação contra Senival Moura, que permanece preso preventivamente.
Fonte: Folhado estado

