Polícia investiga suposta trama para fabricar acusação contra vice de Flávio Bolsonaro; Lindbergh é citado

Um boletim de ocorrência registrado na Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados aponta a suspeita de uma armação para fabricar uma acusação de estupro de vulnerável contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), atual candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo informações reveladas pelo Metrópoles e detalhadas pelo O Antagonista, o depoimento de Luiz Antonio Lopes afirma que uma mulher identificada como Marcela Maria Mendes teria sido orientada a se apresentar como “Jailma” e receber dinheiro para sustentar a narrativa contra o parlamentar. Lopes declarou ainda que sua própria conta bancária teria sido utilizada para receber valores destinados à mulher e mencionou três pagamentos, de R$ 10 mil, R$ 4 mil e R$ 2,5 mil, sendo dois deles, segundo a publicação, comprovados.

O relato também cita o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). De acordo com o boletim, Marcela teria organizado uma reunião pelo Google Meet da qual participariam Lindbergh, Carlos Roberto Lopes, presidente da Conafer, um vereador de Nova Iguaçu conhecido como Toninho da Padaria e outras pessoas. O depoente afirmou que, durante a reunião, a mulher cobrou um pagamento que lhe teria sido prometido e que os recursos posteriormente teriam sido repassados por terceiros. O próprio documento registra a avaliação do denunciante de que Lindbergh “parecia ter ciência” do contexto discutido. Trata-se, portanto, de uma alegação apresentada à Polícia Legislativa, e não de uma conclusão da investigação sobre eventual participação do deputado petista.

Lindbergh e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) haviam levado à Polícia Federal, em 27 de março, uma notícia de fato com acusações contra Gaspar, que sempre negou as imputações. Segundo os documentos divulgados, Lopes procurou a assessoria do parlamentar em abril e relatou a suposta armação, afirmando que o plano seria apresentar a falsa vítima e, posteriormente, provocar seu desaparecimento para ampliar o desgaste político contra o então relator da CPMI do INSS. A apuração sobre as acusações contra Gaspar tramita no Supremo Tribunal Federal sob relatoria do ministro Gilmar Mendes, enquanto a investigação sobre a suposta fabricação da denúncia segue em curso na Polícia Legislativa do Distrito Federal.

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