Enquanto empresários migram para o Paraguai, confiança industrial desaba no Brasil sob Lula

O setor industrial brasileiro começou 2026 com profundo pessimismo, refletido no Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), que marcou 48,5 pontos em janeiro  o pior resultado para esse mês em uma década, de acordo com dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança no ambiente de negócios e nas perspectivas econômicas do país.

Mesmo registrando uma leve alta de 0,5 ponto em relação a dezembro, o índice permanece em patamar historicamente baixo. A última vez que o setor industrial exibiu uma confiança tão fraca em janeiro foi em 2016, durante uma fase de recessão econômica.

Analistas da CNI apontam que a persistência de juros elevados, com a taxa básica (Selic) ainda em níveis altos, tem pressionado empresários e reduzido a disposição de investir e expandir operações no Brasil. Esse ambiente de custos financeiros elevados, somado à sensação de incerteza sobre os rumos da economia, alimenta o clima de desconfiança no setor.

O levantamento ouviu mais de mil indústrias de diferentes portes e regiões entre os dias 5 e 9 de janeiro, e mostrou que tanto a avaliação das condições atuais quanto as expectativas futuras permanecem desfavoráveis para muitos empresários. Enquanto parte das empresas tem uma visão ligeiramente mais positiva sobre seus próprios negócios, a percepção sobre a economia brasileira continua abaixo do esperado.

Esse quadro reflete um cenário em que a indústria brasileira enfrenta dificuldades para recuperar confiança e atrair investimentos, especialmente quando comparado a outros países da região que oferecem ambientes regulatórios e de juros mais previsíveis e menos onerosos.

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